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segunda-feira, 12 de novembro de 2018

OTÁVIO

Otávio Augusto, o primeiro.
Gaius Octavianus nasceu em 23 de setembro de 63 a.C., filho do pretor Gaiuus Octavius e de Átia, sobrinha de Júlio César. Aos 18 anos, acompanhou César na campanha contra os filhos de Pompeu na Espanha. Em seu posto como comandante da 10a Cavalaria, o jovem teve papel decisivo na vitória, o que lhe valeu a atenção do tio-avô. Na volta para Roma, César ensinou-lhe os caminhos da política e do populismo. Em pouco tempo, Otávio foi enviado à Macedônia para continuar seus estudos. César adotou oficialmente o jovem e ambos iriam partir em campanha contra o Império Persa. Mesmo nunca tendo ocupado nenhum cargo público e ainda com menos de 20 anos, Otávio já tinha assegurado a segunda maior posição em Roma.
Com a morte de Júlio César em março de 44 a.C, Otávio voltou da Macedônia para garantir sua herança: três quartos das posses de César. Mas haveria mais, caso ele conseguisse a simpatia do povo e das legiões. O processo de aproximação ao poder foi tenso, com Marco António tentando ignorar a presença de Otávio em Roma. A partir de abril, Otávio passou a usar o nome Gaius Julius Caesar. No mesmo ano, ele ainda descobriu que sua amada, Livia Drusilla, havia se casado com Tiberius Nero, com quem teria um filho, Tiberius.
O Senado pendeu para o lado de Otávio, acreditando que o jovem seria facilmente manipulado. Para os senadores, o verdadeiro perigo para a República era Marco António e, embora ele e Lepidus estivessem reunindo legiões na Espanha enquanto Agrippa e Maecenas, amigos de Otávio, reuniam tropas na Macedônia, a guerra não era de interesse de ninguém.
O Segundo Triunvirato dividiu os territórios romanos entre Otávio, Marco António e Lepidus, dando aos três o status de ditadores e poder para sobrepujar o Senado a qualquer momento. Como prova de poder, o trio promoveu um expurgo, votando pela volta das temidas proscrições, assinando a sentença de morte de 300 senadores e milhares de outros cidadãos por motivos que iam de oposição política a simples confisco das posses dos condenados. O golpe final foi a morte de Brutus e Cassius, assassinos de César, nas batalhas de Philipi. A derrota deles foi o último suspiro da República Romana.
Em Roma, Lepidus usou seu cargo como Pontifex Maximus para declarar Júlio César um deus, o que levou Otávio a se auto-intitular “O Filho de Deus”. Os ânimos entre Marco António e Otávio eram apaziguados por Lepidus. Mesmo em meio a disputas entre os membros do Triunvirato e elementos externos, como Sextus Rompeu, e a preparação da campanha contra os persas, a reputação de Otávio era cada vez maior. Seu primeiro golpe contra o Triunvirato foi no elo mais fraco. Após a vitória sobre as forças navais de Sextus e a tomada da Sicília, Lepidus tentou assimilar as forças vencidas. Para Otávio, essa foi a deixa para destituí-lo do poder e tomar suas 18 legiões.
Na Roma Antiga, o termo latino Pontifex Maximus (“Sumo Pontífice”) designava o sumo sacerdote do colégio dos Pontífices, a mais alta dignidade na religião romana. Até 254 a.C., quando um plebeu foi designado para o cargo, somente patrícios podiam ocupá-lo. De início um posto religioso durante a República, foi gradualmente politizado até ser incorporado pelo imperador, a partir de César Augusto.
Cônsul (do latim consule) era o magistrado supremo na república romana. Na república romana, em número de dois, os cônsules eram os mais importantes magistrados; comandavam o exército, convocavam o Senado, presidiam os cultos públicos e, em épocas de “calamidade pública” (derrotas militares, revoltas dos plebeus ou catástrofes), indicavam o ditador que seria referendado pelo Senado e teria poderes absolutos por seis meses.Durante o Império Romano, o consulado, despido de poderes reais, tornou-se uma magistratura puramente honorífica e que exigia gastos enormes na realização de jogos, mas ainda abria caminho para certos cargos efetivos, como o exercício de certos governos provinciais (proconsulado). Com a divisão do Império, os cônsules (que continuavam a dar nome ao ano), passaram a ser cada um escolhido por um dos imperadores (o do Ocidente e do Oriente), até que Justiniano aboliu a magistratura em 541 da era cristã.  
Pax Romana, expressão latina para “a paz romana”, é o longo período de relativa paz, gerada pelas armas e pelo autoritarismo, experimentado pelo Império Romano. Iniciou-se quando Augusto César, em 29 a.C., declarou o fim das guerras civis e durou até o ano da morte de Marco Aurélio, em 180.
Em 36 a.C., vários fatores levavam a uma iminente guerra entre Marco António e Otávio. O primeiro, ainda casado com a irmã do segundo, teve um filho com Cleópatra e passou a dominar o leste romano. A idéia era colocar os herdeiros no poder, mas Otávio consolidou sua popularidade no resto dos territórios, criando uma imagem anti-romana de Marco Antônio.
Sabiamente, Otávio declarou guerra a Cleópatra, esperando que António fosse ao auxílio da amada. Ao mesmo tempo em que a guerra se anunciava e os exércitos se posicionavam, Otávio atrasava seu início manobrando a armada naval e ganhando mais apoio do Senado. Encurralado, Marco António tentou furar o bloqueio marítimo, mas foi derrotado sumariamente na Batalha de Actium. Em terra, seus exércitos se renderam. Após 20 anos de guerra civil, Otávio, finalmente, era o único soberano político de Roma.
Cleópatra VII Thea Filopator (Alexandria, Dezembro de 70 a.C. ou Janeiro de 69 a.C. – 12 de Agosto? de 30 a.C.) foi a última farani (feminino de faraó) e rainha da dinastia ptolomaica (oriunda da Macedônia) que dominou o Egito após os gregos terem invadido aquele país. Era filha de Ptolomeu XII e de mãe desconhecida. O nome Cleópatra é grego e significa “Glória do pai”; o seu nome completo, “Cleópatra Thea Filopator” significa “A Deusa Cleópatra, Amada de Seu Pai”. É uma das mulheres mais conhecidas da história da humanidade e um dos governantes mais famosos do Antigo Egipto, sendo conhecida apenas por Cleópatra, ainda que tivessem existido outras Cleópatras a precedê-la, que permanecem desconhecidas do grande público. Nunca foi a detentora única do poder no seu país – de fato co-governou sempre com um homem ao seu lado: o seu pai, o seu irmão (com quem casaria mais tarde por sugestão de Júlio César, então seu amante) e, depois, com o seu filho. Contudo, em todos estes casos, os seus companheiros eram apenas reis titularmente, mantendo ela a autoridade de fato.
Otávio percebeu que a República Romana estava no fim, mas não se deixou levar imediatamente pelas honrarias da vitória. Em um trabalho contínuo de reconstrução e confiança, serviu como cônsul de 31 a 23 a.C. No campo militar, os laços de lealdade foram reformados, com o Estado mantendo 28 legiões próprias. Em 27 a.C., ele usou uma estratégia inédita. Declarando estar disposto a se aposentar da vida pública, o povo e o Senado em coro pediram que ele reconsiderasse. Sua saída poderia causar sérios distúrbios e guerras civis. Com isso, novos poderes e um outro título foram concedidos: Augustus. Otávio passou a ser chamado de Imperator Caesar Augustus. É bom lembrar que o título “Imperator” não é o mesmo que “Imperador”. O primeiro era um título mais similar a “Comandante”. Outras honrarias sucederam-se, como Princeps, que o colocava acima de todos os cidadãos romanos e, com a morte de Lepidus, Pontifex Maximus. O poder de Augustus era supremo, com direito a veto em qualquer matéria. Em 2 a.C., Augustus também foi nomeado Pater Patríae, o Pai da Pátria, como César.
Augustus promoveu a duradoura Pax Romana por meio de um misto de prudência e audácia. O exército não era mais de propriedade privada ou sujeito a reveses políticos. O sistema tributário foi reajustado e Roma foi praticamente reformada. As artes foram privilegiadas, a moral foi resgatada e a tranqüilidade civil restaurada. O casamento de Augustus com Lívia durou 52 anos e seu sucessor seria Tiberius. Ele regeu Roma e o Império por mais de 40 anos e, apesar de alguns tropeços econômicos, elevou a prosperidade e manteve a paz como nenhum outro antes ou depois dele.
Augustus e Lívia não tiveram filhos. Do primeiro casamento, ela trouxe Tibério, que foi adotado por Augustus. O rapaz, então, unia duas das mais tradicionais famílias patrícias: Júlia e Cláudia. Os sucessores imediatos de Tibério teriam o nome dos dois clãs, com Calígula (37-41) e Nero (54-68), filhos do primeiro casamento de Julia Caesaris com Nero Claudius Drusus, irmão de Tibério; e Claudius (41-54), filho de Octavia, irmã de Augustus. A dinastia Júlio-claudiana regeu o Império Romano de 27 a.C. a 68.

A DINASTIA JÚLIO-CLAUDIANA

TIBÉRIO (14-37)

Tibério, o perturbado.
Tibério, o perturbado.
Tiberius Claudius Nero nasceu em 16 de novembro de 42 a.C., filho de Tibério Nero e Livia Drusilla. De família tradicional e rica, o futuro de Tibério já estava aliado à vida pública. Quando o garoto tinha apenas 3 anos, sua mãe divorciou-se e casou-se com Augustus, uma paixão antiga. Tibério foi adotado e tornou-se herdeiro do Império Romano. Desde cedo; Augustus impeliu o jovem a posicionamentos e cargos públicos de importância, como na Batalha de Actium, na campanha contra os persas; o questorado aos 17 anos; e o consulado 5 anos antes da idade permitida.
Ao retornar do Oriente, foi eleito cônsul, em 13 a.C. e casou-se com Vipsania Agrippina, filha de Marcus Vipsanius Agrippa, aliado de longa data de Augustus. O casamento, assim como o de sua mãe com Augustus, era baseado em afeto e não só em interesses futuros. Mas, quando Marcus Agrippa morreu, em 12 a.C., Tibério foi obrigado por Augustus a tomar a viúva Julia Caesaris como esposa, em uma união sem amor. As campanhas de Tibério ao lado de seu irmão Nero Claudius Drusus nos Alpes foram bem-sucedidas. Entre 12 e 6 a.C., Tibério comandou as forças de expansão, principalmente na Germânia. Apesar de vitoriosas, as campanhas dele tinham um ranso de tristeza.
Os eventos levavam Tibério cada vez mais ao centro do poder. Se antes da morte de Agrippa, o jovem já era cotado como sucessor de Augustus, naquele momento, casado com Julia, a sucessão era certa. Para surpresa geral, Tibério retirou-se para a ilha de Rodes em 6 a.C., quase como um auto-exílio. Essa atitude colocou-o em desgraça perante Augustus, que, após isso, nunca mais teve o mesmo carinho pelo enteado. É possível que Tibério só tenha escapado de uma execução sumária por conta de sua mãe. Mesmo aceitando-o novamente em Roma, Augustus não planejava mais que Tibério fosse seu sucessor, confiando muito mais nos filhos de Agrippa, Lucius e Gaius Caesar. Mas Lucius morreu em Massilia e, logo em seguida, Gaius Caesar foi ferido mortalmente em combate. Tibério voltou a ser o único nome disponível, mas Augustus não queria dar chance ao destino e adotou também Postumus Agrippa, o último filho de Agrippa, e forçou Tibério a adotar Germanicus. Assim, o Principado estaria assegurado e, talvez, novas tragédias não destruíssem toda a linha sucessória de Augustus.
Por dez anos, Tibério foi o braço direito de Augustus. A morte do soberano em 19 de agosto do ano 14 não foi surpresa e a posse de Tibério, apenas uma conseqüência prevista. O engajamento do novo governante de Roma não podia ser mais insólito. Sendo esta a primeira sucessão após a queda da República, ninguém parecia ter muita certeza de como proceder. Tibério atendeu às solenidades de deificação de Augustus e outras, onde o Senado lhe ofereceu as honrarias devidas a um sucessor de Augustus. Não se sabe se Tibério tentou imitar o padrasto, mas o fato é que o novo soberano refutou algumas das honrarias, como a Pater Patriae e as responsabilidades do principado.
O Senado, sem saber como proceder, tentou contornar a situação enquanto em outros rincões, como as legiões em Pannonia e Germânia, levantavam-se revoltas. Tibério enviou seus dois filhos, Drusus e Germanicus, para resolver os problemas. As legiões pediam a queda de Tibério e a posse de Germanicus, que precisou de muita dissuasão política para contornar a situação. Em um plano mais geral, os primeiros anos de Tibério como regente foram pacíficos. O novo imperador seguiu os passos de Augustus, assegurando os poderes de Roma, expandindo o Império e atendendo aos desígnios do povo e do Senado. Para a população, Germanicus era o melhor sucessor possível, e Tibério parecia concordar, dando glórias e novos postos de comando para o sobrinho em detrimento do filho, Drusus. Mesmo com o apoio explícito a Germanicus, Tibério foi acusado da morte do jovem. Porém, os fatos nunca foram provados.
A partir daí, Tibério desenvolveu uma paranóia constante que o levou à reclusão. Em muito, o mentor desse afastamento foi Lucius Aelius Sejanus, chefe da Guarda Pretoriana, que alimentou Tibério com teorias conspiratórias cada vez mais complexas. É provável que Sejanus tenha planejado a morte de Drusus em 23 e que isso tenha sido o começo do fim da linhagem Júlio-claudiana. O soberano, bastante manipulado por Sejanus, permitiu que o amigo ganhasse cada vez mais terreno na política.
Tibério, que nunca havia demonstrado sede pelo poder, preferiu retirar-se da vida pública em 26, isolando-se na Ilha de Capri e deixando o posto temporariamente nas mãos gananciosas de Sejanus. Enquanto isso, Agrippina, viúva de Germanicus e neta de Augustus, tentava fortalecer seus filhos (Calígula, Nero e Drusus) como sucessores e fazer frente ao usurpador Sejanus.
A ausência de Tibério quase determinou o fim da linhagem Júlio-claudiana. Drusus, Agrippina e Nero Caesar morreram coagidos ao suicídio ou de fome, exilados. Sejanus controlava o acesso do Senado a Tibério em Capri, onde o jovem Calígula lhe fazia companhia. Tibério promovia uma caça às bruxas por toda a cidade de Roma, compelido apenas pelas acusações de Sejanus. O poder de Sejanus e sua manipulação política quase fizeram Tibério nomeá-lo tribuno e co-imperador, mas Antonia Minor, a cunhada viúva de Tibério, despertou o Imperador sonolento em 31, com uma carta denunciando Sejanus. O impostor foi executado antes do final daquele ano. Um expurgo seguiu-se, amplificado pela paranóia de Tibério.
Nos anos finais do reinado de Tibério, foram eliminados vários traidores, fossem eles culpados ou não. Tibério nunca mais pisaria em Roma nos últimos 23 anos de regência e muitos de seus atos seriam descritos depois por historiadores como pífios. Ultimamente, Tibério tem sido resgatado como um regente satisfatório que deu prosseguimento aos desígnios de Augustus, entre eles a não-expansão e a continuidade da Pax Romana. Ele deixou clara sua vontade de que o Império fosse regido em conjunto por seu sobrinho Calígula e seu neto Gemellus.

CALÍGULA (37-41)

Caligula, o depravado
Calígula, o depravado
Nascido em 31 de agosto de 12, Gaius Julius Caesar Germanicus, ou Calígula, representou o ápice do desleixo com o Império Romano. Enquanto para Augustus era importante manter uma ilusão de que a República ainda tinha certo poder, Tíbério, ao deixar Sejanus subir tanto, foi obrigado a mostrar que seu posto era absoluto para abafar as conspirações.
Outro ponto negativo de Tibério, que despontou explicitamente em Calígula, foi a falta de preparo dos sucessores. O principado, cuidadosamente elaborado por Augustus, preparando os próximos soberanos de Roma, foi relegado ao segundo plano na regência de Tibério, trazendo péssimas conseqüências futuras. A falta de habilidade para governar ficou evidente já nos primeiros anos de Calígula como regente. Ainda garoto, era chamado de “botinhas” pelos legionários acampados na Germânia, que o tinham como mascote. O apelido vinha de seu costume de andar fantasiado de legionário desde criança. Calígula, em latim, significa “pequenas botas do soldado”.
Os curtos quatro anos de Calígula no poder foram documentados e mostram, principalmente, caprichos e sandices que o fizeram conhecido como um completo déspota. Cruel e indigno de confiança, colocou Roma em um período de promiscuidade e desmando, mantendo casos amorosos com suas próprias irmãs e deixando as legiões romanas em maus lençóis. Em uma invasão à Bretanha, mudou de idéia na última hora e ordenou que seus legionários “atacassem o mar” e colhessem conchas nas praias da França. As conchas foram levadas para Roma como saques de guerra.
Após a morte de Tibério, Calígula começou a praticar cada vez mais loucuras. Um de seus primeiros atos foi ordenar a morte do primo Tibério Gemellus, seu co-regente. Aos olhos do público, Calígula era um bom imperador, cancelando os exílios e processos de traição instaurados por seu avô, ajudando endividados pelas taxas e sendo um sucessor direto de Augustus e Julius Caesar, filho do bem-amado Germanicus.
As fontes históricas divergem sobre os motivos da loucura de Calígula, colocando em pauta um sem-número de incongruências autocráticas promovidas por ele. A mais conhecida talvez seja a idéia de fazer seu cavalo um membro do Senado e, depois, cônsul. Assim como Tibério, as fontes históricas são escassas, e todas são unânimes em evidenciar a inteligência ímpar do jovem imperador. Para historiadores modernos, Calígula pode não ter enlouquecido, mas perdido o controle sobre seus atos de forma sarcástica. Como um jovem com todo o poder disponível em suas mãos. Talvez tenha deixado seu bom humor reger, clamando para que as classes abaixo dele percebessem a insensatez de depositar tanto poder em apenas uma pessoa.
Os atos incontroláveis dele revelaram a verdade que ainda estava escondida sob o reinado de Tibério: Augusto havia instaurado uma monarquia autocrática, em que o soberano do Império tinha plenos poderes. Para a aristocracia, esse tipo de atitude era imperdoável e extremamente perigosa. A única forma de parar os abusos de um imperador romano seria seu assassinato, coisa que se tornaria praxe depois de Calígula. A vida pregressa de Calígula pode tê-lo ensinado a ver além dos padrões normais, e não foi por acaso que ele foi o único da linhagem a sobreviver. Por isso, sua visão para conspirações era um misto de paranóia e esperteza. O comandante das legiões na Germânia, Gnaeus Lentulus Gaetilicus foi descoberto quando ainda esboçava um motim das legiões contra o imperador. Até então, ninguém sabia ao certo porque o governante fez questão de se deslocar pessoalmente para o norte.
Calígula morreu aos 28 anos, assassinado por Cassius Chaerea, um antigo oficial que servira Germanicus. As razões são obscuras, mas parecem puramente pessoais. A esposa Caesonia e a filha Julia Drusilla também foram assassinadas. Ainda há suspeitas de que Cláudio, o sucessor, tenha desempenhado algum papel na morte do sobrinho. Fato é que Chaerea era oficial da Guarda Pretoriana e que Claudius foi nomeado imperador pela própria Guarda.

CLÁUDIO (41-54)

Cláudio, o "deformado"
Cláudio, o deformado
Nascido Tiberius Claudius Drusus Nero Germanicus, Cláudio mudou seu nome para Tiberius Claudius Nero Caesar Drusus quando assumiu o posto de quarto imperador de Roma. Era um figura ímpar. Gago e coxo desde a infância, a família tentava ao máximo deixá-lo à margem da vida pública. Mas ele foi alçado ao posto de cônsul por Calígula em 37, talvez em mais um sinal de deboche ao Império.
A reclusão favoreceu o lado intelectual de Cláudio, que se tornou um grande historiador. Escreveu 43 livros sobre o Império Romano, 20 sobre o Império Etrusco e outros 8 sobre os cartagineses. O valor real desse esforço nunca poderá ser medido, pois as obras foram perdidas. A falta de sucessores e o torvelinho em que se encontrava a nobreza romana à época levaram Cláudio ao poder. Com a morte de Calígula, assassinado por um membro da Guarda Pretoriana, o Senado ficou de mãos atadas quando a própria Guarda proclamou Cláudio imperador. Essa entrada, por assim dizer, forcada, fez com que o novo imperador não fosse visto com bons olhos por todos.
Esperava-se uma performance pífia e bondosa de Cláudio, mas sua passagem pelo poder teve grandes vitórias. A mais expressiva foi a tomada final da Bretanha em 47, após décadas de combate, domínio romano na ilha duraria mais 350 anos. Cláudio foi o primeiro imperador romano a receber o título de Caesar. Como o título “Imperador” é uma invenção prática de tempos mais contemporâneos, até a ocasião o soberano de Roma era chamado pelo nome ou por um de seus títulos (Pater Patríae, por exemplo). César transformou-se em um título pelo qual os mais altos comandantes da nação romana passaram a ser chamados desde então. Cláudio morreu naturalmente aos 64 anos.

NERO (54-69)

Nero, o louco
Nero, o louco
Lucius Domitius Ahenobarbus nasceu em 15 de dezembro de 37, filho de Agrippina, a Jovem, irmã de Calígula, e Gnaeus Domitius Ahenobarbus. Agrippina casaria-se depois com seu tio Cláudio. Adotando o nome de Nero Claudius Caesar Augustus Germanicus e mais conhecido como Nero, foi o último membro da dinastia Júlio-claudiana. Sua subida ao poder foi uma sucessão de desencontros e mortes prematuras. Quando nasceu, seu tio Calígula regia o Império aos 25 anos e não se esperava que o jovem regente morresse tão cedo, uma vez que seus antecessores haviam chegado perto dos 80 anos.
Segundo historiadores, como Suetonius e Tacitus, as relações íntimas entre Calígula e suas irmãs Drusilla, Agrippina e Julia Livilla, assegurariam a sucessão de seus próprios filhos. Os outros concorrentes ao posto de Augusto eram seus tios por parte de mãe. Com Calígula morrendo sem deixar filhos e expurgando suas irmãs traidoras e outros próximos ao trono, o caminho para Lucius estava aberto. Cláudio trouxe Agrippina e Livilla de volta do exílio, casou-se com a primeira e adotou Lucius sob o nome de Nero Claudius Caesar Drusus.
Aos 17 anos, com a morte de Cláudio, Nero tornou-se o mais jovem imperador de Roma. Os primeiros anos de regência foram expressivos, com o rapaz tendo ao seu lado a mãe e os dois tutores, Sêneca e Burrus. Mas problemas pessoais acabaram por influenciar nos negócios de Estado. Sexo, violência e conspirações seguiram-se. Britannicus foi envenenado, Agrippina foi assassinada, Poppaea tornou-se uma amante influente e Tigellinus voltou do exílio para ser o braço direito de Nero. Sem herdeiros, Nero teve de armar uma fraude para divorciar-se de Octavía e assumir o filho de Poppaea. Em julho de 64, com sua reputação em frangalhos, Nero foi acusado pelo incêndio que consumiu Roma em uma semana.
No ano seguinte, uma conspiração armada por velhos amigos, entre eles o próprio Sêneca, foi descoberta e os envolvidos obrigados a cometer suicídio. Outras execuções sumárias seguiram-se, contribuindo para o dissabor do povo, dos militares e dos senadores. A cada ano, a situação de Nero tornava-se menos sustentável, até que revoltas e motins em territórios, como o Egito, levaram o Senado a depor Nero, que cometeu suicídio em 9 de junho de 68. A balbúrdia iniciada por Nero e a falta de sucessores levaram Roma a outra guerra civil, quando em um período de menos de um ano sucederam-se quatro imperadores.

CRISE: QUATRO IMPERADORES EM UM ANO!

O novo sistema de governo romano já demonstrava sinais de fragilidade desde a subida de Tibério ao poder. A negligência com o Principado e outros preparativos para a sucessão apenas aceleraram o fim da dinastia Júlio-claudiana e, em 68, com o suicídio de Nero, seguiu-se uma guerra civil. A transição da dinastia anterior para a Flaviana foi confusa e teve 3 imperadores nesse hiato, até a posse de Vespasiano. Entre junho de 68 e dezembro de 69, Roma viu três imperadores ambiciosos subirem ao poder para serem depostos ou assassinados logo em seguida. Galba, Otho e Vitellius tentaram assumir o posto máximo, mas o futuro estava nas mãos dos bondosos imperadores flavianos.
Galba, um imperador breve e instável
Galba, um imperador breve e instável
Os reais problemas começaram enquanto Nero ainda estava vivo. Suas atitudes favoreceram a ambição de Caius Julius Vindex a liderar uma rebelião para colocar o governador da Hispânia Tarraconensis, Servius Sulpicius Galba, no lugar de Nero. Embora tropas fiéis a Nero na Germânia tenham enfrentado, vencido e matado Vindex, o destino do imperador déspota já estava selado pelo Senado. Caiba foi aclamado imperador. O revés colocou em cheque os comandos dos territórios germânicos que, de uma hora para outra, tornaram-se traidores. Rufus, o comandante da legião germânica, foi retirado do cargo. A situação na Germânia tornou-se insustentável em pouco tempo e mesmo o novo governador Aulus Vitellius, aliado de Galba, não pôde conter a rebelião na Batávia.
Vitélio, derrotado por uma conspiração
Vitélio, autoritarismo derrotado
Em Roma, Galba provou sertão instável emocionalmente quanto Nero. Seus primeiros atos como soberano foram contra várias benfeitorias anteriores. Promessas não-cumpridas e extorsões rapidamente fizeram de Caiba um imperador malvisto. A rebelião das legiões germânicas culminou na aclamação de Vitellius como imperador. Quando os rumores chegaram a Roma, Galba saiu em desespero pelas ruas convocando a população para ficar a seu lado. O erro foi ter iniciado precipitadamente sua linha sucessória nomeando Lucius Calpu Piso Licianus. Com isso, Marcus Salvius Otho aliou-se à Guarda Pretoriana. Galba foi assassinado no Fórum e, no mesmo dia Otho foi proclamado imperador pelos senadores.
Otho, um reinado curto até o suicidio
Otho, um reinado curto até o suicídio
Pouco mais de três meses depois, Otho cometeu suicídio. Seu reinado foi curto porque Vitellius e as legiões da Germânia se dirigiam para Roma. Não eram apenas legiões romanas, mas as melhores e mais respeitadas de todas, com bastante poder político desde os tempos de Tibério. O máximo que Otho pôde fazer foi oferecer-se como pai adotivo de Vitellius. Otho não teve escolha a não ser acabar com a própria vida e deixar o caminho livre p novo imperador.
Em pouquíssimo tempo, Vitellius mostrou-se um completo déspota. Esbanjando as riquezas de Roma com banquetes e comemorações em sua própria homenagem, passou a perseguir qualquer um que cobrasse as despesas e, com as finanças em crise e o juízo claramente afetado, ordenou a morte de credores, de rivais potenciais ao trono e até mesmo de pessoas que haviam colocado o nome do imperador em seus testamentos.
Com tanto desmando em um tempo de delicado equilíbrio político, não demorou para que revoltas se consumassem, principalmente na Judéia, onde Vespasiano foi declarado imperador pelas legiões do Oriente Médio. As legiões do Danúbio tomaram o partido de Vespasiano e marcharam em direção à Itália, cercando a cidade. Vespasiano tomou a Síria e trouxe o Egito para o seu lado. Vitellius foi assassinado e Vespasiano nomeado imperador pelo Senado no dia seguinte, 21 de dezembro de 69

As águas do rio Nilo permitiram o surgimento de um extenso e opulento império em meio ao deserto do Saara, na África.
A civilização egípcia antiga permaneceu nas margens do rio Nilo entre os anos de 3200 a.C a 32 a.c, onde se incia o domínio romano. Por estar em meio ao deserto, o rio Nilo passou a ser fundamental para o desenvolvimento da civilização egípcia. O rio era utilizado como via de transporte, pessoas e mercadorias.
Suas águas também eram usadas para beber, pescar e fertilizar as margens na época das cheias, o que favorecia a agricultura.
A economia egípcia era baseada principalmente na agricultura que era realizada nas margens do fértil Nilo. Os egípcios também praticavam o comércio de mercadorias e artesanato. Como a sociedade estava dividida em castas, os trabalhadores rurais eram responsáveis por prestarem diversos tipos de serviços em obras públicas para o faraó (canais de irrigação, pirâmides, diques, templos e etc).
A escrita egípcia também era muito importante para os egípcios, pois era ela que permitia a divulgação de idéias, comunicação e controle de impostos. Dentro das paredes internas das pirâmides era possível ver textos sobre a vida do faraó, mensagens e orações. Outro meio de registro se dava pela utilização do papiro, produzido a partir de uma planta que levava o mesmo nome, que levava sobre si os hieroglifos – a escrita da época
Os egípcios estabeleceram uma rica civilização às margens do Rio Nilo
Há mais de 4000 anos antes de Cristo, a dominação das técnicas agrícolas permitiu o surgimento de várias civilizações ao redor do mundo. No extremo nordeste da África, em uma região de características desérticas, a civilização egípcia floresceu graças aos abundantes recursos hídricos e terras férteis que se localizavam nas margens do rio Nilo.
O ciclo das águas nesta região promovia o regular transbordamento do rio que, durante a seca, deixava um rico material orgânico na superfície de suas terras. Percebendo tal alteração, os egípcios tiveram a capacidade de desenvolver uma civilização próspera que se ampliou graças às fartas colheitas realizadas. Dessa forma, temos definido o processo de desenvolvimento e expansão dos egípcios.
No campo político, os egípcios estiveram organizados através da formação dos nomos. Os nomos eram pequenas parcelas do território egípcio administradas por um nomarca. Tempos mais tarde, esses vários nomos estavam centralizados sob o poderio de um imperador. No ano de 3200 a.C., Menés, o governante do Alto Egito, promoveu a subordinação de 42 nomos, dando início ao Império Egípcio.
A sociedade egípcia era organizada por meio de critérios religiosos e econômicos. O faraó ocupava o topo desta hierarquia na condição de chefe de Estado e encarnação do deus Hórus. Logo abaixo, temos os sacerdotes como agentes organizadores dos cultos e festividades religiosas. Os nobres e escribas ocupavam uma posição intermediária realizando importantes tarefas que mantinham o funcionamento do Estado.
A base desta sociedade ainda contava com os soldados, que eram sustentados pelo governo e garantiam a hegemonia do poder faraônico através das armas. Logo abaixo, os camponeses e artesãos, que trabalhavam nas colheitas e na organização das obras públicas necessárias ao desenvolvimento agrícola e comercial. Por fim, havia uma pequena parcela de escravos que também estavam subordinados ao Faraó.
Além de conseguir prosperar economicamente pelo rígido controle da produção agrícola, podemos notar que os egípcios também produziram conhecimento e variados campos. A arquitetura, a medicina e a astronomia figuram como as mais interessantes facetas do legado científico egípcio. Vale à pena ressaltar também a escrita, que se organizava por complexos sistemas de símbolos e códigos.
Há cerca de 4700 anos. o Egito entrou num período de grande progresso tecnológico. Até cerca de 2700 a.C., o material principal tinha sido o adobe, entretanto, em menos de 200 anos depois, surgem as Pirâmides de Gizê sendo construídas com blocos de pedra que pesavam até 15 toneladas e que se ajustavam uns ao outros com enorme exatidão. Em Sacara, usando pequenos blocos de pedra em vez dos tradicionais tijolos crus, Imhoptep, vizir do poderoso Rei Zoser, construiu uma pirâmide com degraus e um templo funerário retangular. Nunca tinha se visto até então nenhuma estrutura arquitetônica parecida porém logo perderam importância sendo ofuscadas por obras mais grandiosas. Para os Faraós a vida eterna era o princípio fundamental da civilização egípcia. Num antigo texto religioso, um rei falecido pergunta ao Deus-criador : "Qual é a minha duração de vida?" , e o Deus responde : " Estás destinado a milhões de anos, uma vida de milhões." Então para atender às necessidades de sua vida de milhões, os reis mandavam construir túmulos e templos mortuários que durassem para sempre. O povo trabalhava voluntariamente para a construção desses túmulos pois acreditavam que seus reis eram os Deuses encarnados, logo deveriam ser devidamente tratados e aplacados.

Tão logo subia ao poder, um faraó do Antigo Império começava a planejar a pirâmide que seria o seu túmulo. Cada aldeia mandava a sua cota de trabalhadores para as pedreiras ou para o local de construção. A Grande Pirâmide erguida para Quéops em Gizé foi construída com cerca de 2.300.000 blocos de pedras, a maior parte pesando em média 2,5 toneladas. A tarefa foi terminada dentro de 23 anos de reinado do faraó, por volta do ano 2600 a.C., por homens que trabalhavam com os mais simples instrumentos, sem animais de tração e sem rodas. Os blocos eram pintados com várias marcas. Algumas indicavam o destino do bloco, outras avisavam :"Este lado para cima.". Outras davam o nome da turma que nela trabalhou, como "Turma Vigorosa", e alguns trabalhadores ainda escreviam mensagens atrevidas como "O Rei está Bebado!" Apesar do intenso trabalho, algumas turmas tinham o prazer de trabalhar para o rei. Como disse um capataz: " Trabalhavam sem que um só homem ficasse exausto, sem que um só homem sentisse sede.", e depois "iam para casa com boa disposição, e se enchiam de pão e de cerveja como se tratasse do maravilhoso festival de um Deus". - Acreditam nisso?A civilização egípcia já era antiga quando os gregos chegaram ao Egito e descobriram de guarda, perto da moderna aldeia de Gizé, um estranho animal a que deram o nome de Esfinge. Desde que essa criatura híbrida recebeu o nome de Esfinge, ela tem representado para os forasteiros tudo o que é estranho e insondável a respeito da civilização egípcia. Os egípcios consideravam a Grande Esfinge de Gizé uma encarnação de Harmáquis, uma manifestação de seu Deus-sol. Acredita-se que seu rosto seja um retrato de Quéfrem, que era o rei do Egito quando a grande estátua foi esculpida, porém esses dados não são considerados muito pois não se sabe ao certo a verdadeira idade do monumento.
De todas as maravilhas da Antiguidade, a Grande Pirâmide de Gizé, localizada no Egito, é a única que pode ainda ser contemplada pelos turistas da atualidade. Sendo prova da veneração que os egípcios mantinham pelo faraó, esse monumento questiona muitos dos preconceitos que costumam ligar o Mundo Antigo às ideias de “simplicidade” e “incipiência”. Construído por volta de 2550 a.C., o suntuoso monumento de 137 metros de altura contou com o trabalho de 100 mil homens ao longo de 20 anos.

A Grande Pirâmide, na verdade, compõe um conjunto de construções que nomeiam as chamadas Pirâmides de Gizé. Sendo somente ela reconhecida como uma maravilha, foi uma obra encomendada pelo faraó Quéops, que pretendeu utilizar aquele grandioso projeto para abrigar o seu sarcófago e todas as outras preciosidades que deveria carregar em sua outra existência. Até a construção da torre Eiffel, no século XIX, a pirâmide desse faraó deteve o posto de mais alta construção do mundo.

Um dos mistérios ainda não completamente resolvidos sobre a pirâmide de Gizé diz respeito à sua própria construção. Como os egípcios levantavam aqueles pesados blocos de pedra que, em média, pesavam cerca de três toneladas? Para responder essa questão, os cientistas trabalham com duas teorias. A primeira sugere que cada pedra era deslocada com o uso de embarcações ao longo do rio Nilo. Outra teoria cogita que os blocos tivessem sido construídos pelos próprios egípcios com o uso de um tipo de cimento.

Para que o encaixe das pedras fosse executado, acredita-se em três possibilidades que explicam o manejo das pedras na construção. Uma primeira teoria diz que os blocos eram arrastados por meio de uma rampa próxima à base da pirâmide. Outra explicação trabalha com a hipótese de que as paredes externas da pirâmide possuíssem rampas que levavam os blocos às partes mais altas. Recentemente, o arquiteto Jean-Paul Houdini cogitou que os blocos mais elevados tivessem sido carregados com rampas internas.
O conhecimento sobre a estrutura interna da Grande Pirâmide ainda atordoa vários pesquisadores e egiptólogos fascinados pelo objeto. Até hoje, foram descobertas apenas três câmaras no interior da construção: a Câmara Real, que abrigava os restos do faraó; a Câmara Secreta; e a Câmara da Rainha. Para descobrir outros compartimentos na pirâmide, os cientistas teriam que ser obrigados a utilizar explosivos que poderiam comprometer a estrutura da mesma.

Entre outras peculiaridades, podemos ainda citar que a Grande Pirâmide de Gizé era originalmente toda revestida com pedra calcária polida. Esse acabamento deu um “efeito visual” para a construção do faraó Quéops: a pirâmide brilhava quando exposta ao sol. Infelizmente, boa parte do revestimento brilhante foi roubado há mais de 600 anos. Além disso, os construtores criaram várias câmaras e corredores inúteis para dificultar um possível saque dos bens do faraó.

Para garantir que todos os caprichos do faraó fossem devidamente cumpridos durante a execução do projeto, existia um corpo de funcionários designado para cuidar dos recursos e trabalhadores ligados à tumba. Segundo alguns historiadores, o processo de construção da pirâmide não só reafirmava a supremacia político-religiosa do faraó, mas também servia para mobilizar diversos indivíduos que moravam em diferentes regiões do Egito.Pompéia
No século VII a.C., foi fundada a cidade de Pompéia. A cidade recebia influência das civilizações gregas e etruscas que dominavam a região sul da Itália. No século IV a.C. a cidade foi fortemente urbanizada pelos samnitas.
Entre 27 d.C. e 37 d.C., a cidade viveu seu apogeu, grandes edifícios privados e públicos foram construídos, mas um terremoto em 62 d.C. derrubou grande parte da cidade.
Esta estava sendo reerguida quando em 24 de agosto de 79 d.C. o vulcão Vesúvio explodiu expelindo grande quantidade de lava viscosa que se solidificou rapidamente.A lava cobriu toda a cidade de Pompéia e sua cidade vizinha, Herculano, com uma camada de dois metros de espessura. Em seguida uma nova camada, de quinze metros feita por cinzas e pedras, cobriu a cidade matando cerca de 30 mil pessoas.
Hoje, historiadores e arqueólogos descobrem várias peças, que pela alta temperatura permaneceram todos esses anos intactas. Tais achados têm revelado os aspectos sociais, políticos, econômicos e artísticos dessa sociedadeAlexandria era um centro urbano que deu origem ao reino egípcio dos Ptolomeus. Foi fundada em 332 a.C. pelo macedônio Alexandre Magno e em pouco tempo se tornou uma das maiores cidades do mundo grego. No quebra-mar do Mar Mediterrâneo, foi construído o Farol de Alexandria, com 135 metros de altura, divididos em três partes onde a primeira era quadrada, a do meio era de oito faces e a superior era cilíndrica. Era rodeada por uma rampa em forma de caracol que chegava ao topo onde havia a estátua do deus Hélio, o deus Sol. O farol é considerado uma das maravilhas do mundo antigo
A cidade foi a principal base marítima do Mediterrâneo, pois abrigava grandes embarcações e permitia que a cidade exportasse sua produção para todo o país. Tornou-se capital do Egito e nela foi construído grandes palácios, instituições públicas, museus, bibliotecas e templos.
No século VII, a biblioteca da cidade foi incendiada perdendo cerca de 700 mil rolos de papiro contendo obras da antiguidade. Em 1375, o farol foi destruído por um terrível terremoto. Em 1994, arqueólogos mergulharam sob Alexandria e descobriram restos de embarcações e de construções daquela época. Hoje, a cidade está ameaçada pelas erosões provocadas pela elevação marítima.
Maria, mãe de Jesus, foi a mulher escolhida soberanamente por Deus pela qual nosso Senhor e Salvador veio ao mundo. Ela também é conhecida como Maria de Nazaré. Pouco se sabe sobre quem foi Maria, mãe de Jesus, especialmente com respeito a detalhes biográficos. Mas a história de Maria, conforme narrada nos Evangelhos, já é suficiente para entendermos a importância dessa mulher.
Maria era uma jovem virgem que vivia em Nazaré da Galiléia. Ela era noiva de um carpinteiro chamado José (Lucas 1:26s). Assim como José, é amplamente aceito que Maria era da linhagem de Davi. O nome “Maria” é a forma grega do nome hebraico Miriã, cujo significado é incerto.

A história da jovem virgem Maria

Mateus interpreta que Maria era a virgem da qual profetizou o profeta Isaías (Mateus 1:23; cf. Isaías 7:14). Embora essa profecia seja alvo de muitos debates teológicos, é inegável que seu cumprimento pleno se deu no nascimento de Jesus Cristo. Portanto, a virgem de quem falou Isaías é Maria; e seu filho, o Emanuel, é Jesus.
Maria, mãe de Jesus, deve ser distinguida de outras mulheres que são citadas no Novo Testamento com esse mesmo nome. Algumas dessas mulheres foram: Maria, mãe de João Marcos (At 12:12); Maria de Betânia (Lucas 10:42; João 11:1); a mãe de Tiago e José (Mateus 27:61); e Maria Madalena (Lucas 8:2).
Maria é mencionada nas passagens bíblicas que fazem referência a infância e juventude de Jesus (Mateus 1:18-25; 2:11-21; Lucas 1:26-56; 2:1-51). Depois, ela também é mencionada direta e indiretamente em outras referências neotestamentárias (Mateus 12:46-50; João 2:1-11; 19:25-27; Atos 1:12-14; Gálatas 4:4).

Maria recebe a visita de um Anjo

O mesmo anjo, Gabriel, que havia predito o nascimento do profeta João Batista, também foi enviado a Nazaré para predizer o nascimento de Jesus. Naquela pequena aldeia da Galiléia, vivia Maria de Nazaré. Ela era uma virgem prometida em casamento a um homem que vivia na mesma aldeia.
É interessante que a cidade de Nazaré não é mencionada uma única vez no Antigo Testamento, de modo que aquele pequeno vilarejo era visto até mesmo com desdém por alguns (João 1:46). Mas nos planos soberanos de Deus havia ali uma virgem a qual traria ao mundo a concretização da promessa da encarnação do Salvador.
Em sua visita, Gabriel saudou Maria como uma mulher agraciada. Sua salvação significava simplesmente que ela era a destinatária do favor de Deus, escolhida para ser a mãe de Jesus (Lucas 1:28). Diante de tal saudação, ela demonstrou temor e perplexidade (Lucas 1:28).
O anjo então tranquilizou Maria. Ele lhe assegurou que ela havia achado graça diante de Deus, e lhe anunciou que ela ficaria grávida e daria a luz ao “filho do Altíssimo” (Lucas 1:30-33). Ao ouvir tais palavras, Maria pediu uma explicação ao anjo. Ela não entendia como isso seria possível, já que ainda não havia conhecido homem algum (Lucas 1:34).
Gabriel lhe explicou que sua concepção resultaria de uma ação divina e não humana. Portanto, o próprio Espírito Santo produziria em seu ventre esse milagre extraordinário (Lucas 1:35-37). Diante da explicação dada pelo anjo, Maria prontamente se mostrou humilde e sinceramente rendida a tamanha dignidade que soberanamente Deus havia lhe concedido ao escolhê-la (Lucas 1:38).
No período em que ficou grávida, Maria já estava desposada legalmente com José. O casal estava aguardando apenas a festa de núpcias e o início da vida em comum. Foi por isso que José teve dificuldade em aceitar a repentina gravidez de Maria.
Foi preciso que um anjo do Senhor lhe aparecesse em sonho para explicar-lhe o que de fato havia acontecido (Mateus 1:19,20). Após ter sido confortado e encorajado pelo anjo, José não hesitou em assumir Maria e a recebê-la como sua esposa (Mateus 1:21).

Maria dá à luz a Jesus

Maria deu à luz a Jesus em Belém. Naquela ocasião ela estava acompanhando seu esposo, José, o qual havia ido até Belém a fim de cumprir o alistamento decretado por César Augusto em todo Império Romano (Lucas 2:1-5).
Essa viagem certamente foi muito exaustiva para Maria, considerando que eles percorreram uma distância aproximada de 140 quilômetros. Provavelmente devido ao senso que estava ocorrendo, o casal não encontrou vaga na estalagem. Isso deve ter ocorrido porque certamente havia muitos oficiais e soldados romanos hospedados na cidade. Então José e Maria abrigaram-se no estábulo que talvez ficasse numa gruta. Foi ali que Maria deu à luz a Jesus Cristo.

A vida de Maria após o nascimento de Jesus

São poucos os detalhes sobre a história de Maria após o nascimento de Jesus. Sabe-se que sua família viveu em Nazaré, com exceção do tempo em que passaram no Egito se refugiando da ira de Herodes.
Sobre a infância de Jesus, a Bíblia nos informa apenas sobre o episódio em que Ele, já com doze anos, ficou em Jerusalém após a celebração da Páscoa. Quando perceberam que Jesus não estava com eles, José e Maria voltaram a Jerusalém e o encontraram no Templo entre os doutores.
Maria foi quem expressou toda sua preocupação. Ela questionou Jesus sobre o porquê de Ele ter feito aquilo. Como resposta, ela escutou dele as conhecidas palavras: “Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?” (Lucas 2:49).

Maria durante o ministério de Jesus

Pouquíssimas vezes Maria é citada durante o ministério de Jesus. Provavelmente ela não o acompanhava em suas viagens missionárias, pelo menos não frequentemente. No entanto, ela esteve presente no primeiro milagre de Jesus registrado nos Evangelhos, quando Ele transformou água em vinho em um casamento celebrado em Caná (João 2:1s).
Mais tarde, em outra ocasião, Maria e os irmãos de Jesus foram lhe chamar. Ao ser comunicado disso, Jesus enfatizou que a fidelidade espiritual está acima dos laços familiares. Então Ele olhou para a multidão e disse: “Eis aqui minha mãe e meus irmãos. Porquanto, qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, e minha irmã, e minha mãe” (Marcos 3:34,35).
Depois disso, Maria, mãe de Jesus, aparece novamente no texto bíblico já no relato da crucificação. Ela ficou aos pés da cruz onde Cristo estava, e foi amorosamente recomendada ao apóstolo João pelo Senhor Jesus (João 19:25-27). Essa recomendação foi uma das sete frases ditas por Jesus na cruz, e demonstrou a humanidade de Jesus e sua preocupação por sua querida mãe naquela hora de agonia.
Fora dos Evangelhos, Maria é citada nominalmente apenas no livro de Atos dos Apóstolos. O livro de Atos conta que a mãe de Jesus estava juntamente com os discípulos perseverando “unânimes em oração” (Atos 1:14).

Maria, mãe de Jesus, teve outros filhos?

A Bíblia oferece algumas evidências de que Maria, mãe de Jesus, teve outros filhos após seu nascimento. A Bíblia afirma categoricamente que ela permaneceu virgem até dar à luz a Jesus. No entanto, a Bíblia não menciona nada a respeito de ela ter permanecido nessa condição após o nascimento de Jesus (Mateus 1:24,25).
No Evangelho de Lucas é dito que Jesus foi o primogênito de Maria (Lucas 2:7). É verdade que apenas essa passagem não é suficiente para se provar que Jesus teve irmãos uterinos. Mas o Novo Testamento também menciona em outras passagens os irmãos e irmãs de Jesus. Portanto, a harmonia de tais passagens parece se tornar conclusiva (Mateus 12:46,47; Marcos 3:31,32; 6:32; Lucas 8:19,20; João 2:12; 7:3,5,10; Atos 1:14).
Além disso, defender que os irmãos de Jesus citados no Novo Testamento são apenas filhos de José, é inferir algo que não está no texto. Também o argumento de que os irmãos citados na verdade eram seus primos, não se sustenta à luz do idioma grego, o qual foi escrito o Novo Testamento. Saiba mais sobre os irmãos de Jesus na Bíblia.

A morte de Maria, mãe de Jesus

A Bíblia não fala nada a respeito da morte de Maria, mãe de Jesus. No entanto, desde os tempos mais antigos da Igreja Cristã, surgiu-se uma tradição acerca de sua suposta ascensão ao céu.
Na verdade essa tradição se divide em duas posições diferentes. A primeira defende a ascensão de Maria, mãe de Jesus, ainda em vida. A segunda defende a ascensão de seu corpo após a morte. Novamente vale reforçar que isso se trata apenas de uma tradição, ou seja, não é uma doutrina fundamentada nas Escrituras.
Em 1950, o Papa Pio XII promulgou esse dogma na Igreja Católica. No entanto, sua bula não é exatamente conclusiva para apontar qual das duas vertentes foi realmente adotada pela teologia católica.

Maria, mãe de Jesus, deve ser adorada?

Obviamente Maria, mãe de Jesus, não deve ser adorada. Nossa adoração deve ser direcionada apenas a Deus (Êxodo 20:2-5; Lucas 4:8). Também vale dizer que não há qualquer base bíblica para defender que Maria ocupa uma posição de destaque ao lado de Jesus, como um tipo de intercessora. Segundo a Bíblia, o próprio Cristo é o único mediador entre Deus e o homem (1 Timóteo 2:5,6).
Além disso, a Bíblia é bastante clara em dizer que todos os seres humanos pecaram e carecem da graça de Deus (Romanos 3:23; Efésios 2:8). Nesse caso Maria não é uma exceção, ou seja, biblicamente a doutrina da impecabilidade de Maria não faz qualquer sentido. Portanto, dizer que Maria, mãe de Jesus, nasceu sem estar contaminada pelo pecado original, é ir além do que as Escrituras dizem.
A Bíblia testemunha apenas sobre Um que nunca pecou, a saber, Jesus Cristo, sobre o qual o escritor do livro de Hebreus enfatizou que Ele “foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado”(Hebreus 4:15; cf. 7:26). O mesmo também foi dito pelo apóstolo Pedro, ao escrever que Ele não cometeu pecado (1 Pedro 2:21-25).
Apesar disso, vale dizer que Maria, mãe de Jesus, deve ser muito respeitada. Ela foi uma mulher bem-aventurada e digna de ser imitada, pelo seu exemplo de humildade, fidelidade e abnegação diante dos planos de Deus. Infelizmente algumas pessoas, na tentativa de reprimir os erros da teologia católica, acabam igualmente errando de forma inversa. Elas menosprezam e subestimam completamente a mulher a quem Deus escolheu soberanamente para receber a incalculável honra de dar à luz a Jesus Cristo.
A história de Davi é uma das mais conhecidas da Bíblia Sagrada. O rei Davi foi o segundo monarca de Israel, o homem escolhido por Deus para liderar seu povo. A vida de Davi é narrada no Antigo Testamento, nos livros de 1 e 2 Samuel, 1 Reis e 1 Crônicas.
O significado do nome “Davi”, dawid, é incerto. Porém, uma das possibilidades mais aceitas é a de que o nome Davi significa “amado”, procedente do hebraico dod. Já foi sugerido também que dawid deveria ser equiparado ao termo dawidum, “chefe” ou “oficial do exército”. Se fosse este o caso, então “Davi” seria um título ao invés de um nome próprio, mas essa sugestão é muito improvável.

Quem foi Davi?

Davi era o filho mais novo de Jessé, pertencia à tribo de Judá, e era neto da moabita Rute com o judeu Boaz. Ele nasceu em Belém, uma cidade que ficava aproximadamente 10 quilômetros ao sul de Jerusalém. Seu pai era um homem rico e respeitado na cidade.
Davi foi criado como pastor de ovelhas. Essa profissão lhe ensinou muitas qualidades que ele pôs em prática ao longo de sua vida. Quando ele assumiu o trono de Israel, por exemplo, ele demonstrou ter coragem, dedicação e cuidado com o povo. Exercendo sua profissão de apascentar ovelhas, Davi enfrentou situações desafiadoras, como um urso e um leão (1 Samuel 17:34-37). O texto bíblico afirma que Davi era ruivo, do hebraico ‘admoni, “vermelho”, e possuía boa aparência (1 Samuel 16:12).

Davi é ungido rei por Samuel

A primeira vez que Davi é mencionado na Bíblia é no texto que descreve a ocasião da visita do profeta Samuel a Belém. Deus havia rejeitado Saul como rei de Israel, e revelou que seu sucessor estava na casa de Jessé.
O profeta Samuel entrevistou os irmãos de Davi como possíveis candidatos ao trono. Inicialmente Davi não estava presente. Porém, quando nenhum dos outros filhos de Jessé atendeu as especificações divinas, Davi foi chamado do campo onde cuidava do rebanho.
Quando Davi se apresentou, Deus confirmou ao profeta Samuel que ele era o escolhido. Então Davi foi ungido na presença de seus irmãos (1 Samuel 16:13). No entanto, o propósito de tal unção não foi revelado publicamente naquela ocasião. A maioria dos comentaristas entende que provavelmente os que estavam presentes naquele momento entenderam que talvez Samuel estivesse ungindo um possível sucessor em seu ministério profético. Seria algo semelhante ao que fez o profeta Elias ao ungir o jovem Eliseu como seu sucessor.
Seja como for, o importante é que a Bíblia afirma que a partir daquele dia “o Espírito do Senhor se apoderou de Davi” (1 Samuel 16:13). Apesar de ter sido escolhido por Deus, ainda demoraria algum tempo até que Davi fosse reconhecido pelo povo como rei.

Davi e Golias

Um episódio que trouxe um extremo reconhecimento a Davi entre o povo de Israel foi quando ele enfrentou e matou o gigante filisteu Golias (1 Samuel 17). Davi havia saído de casa para levar alimento aos seus irmãos que eram guerreiros, bem como colher informações para seu pai sobre a batalha contra os filisteus.
Já no campo de batalha, Davi tomou conhecimento do desafio imposto por Golias ao exército de Israel. Ele havia proposto uma batalha individual contra o escolhido do lado hebreu. O lado vencedor determinaria o resultado da batalha.
Esse desafio já durava quarenta dias, mas ainda ninguém havia sido escolhido para lutar contra Golias. Para os israelitas, lutar contra aquele gigante parecia ser um suicídio. O próprio rei Saul entendia os riscos daquela escolha. Por isto ele ofereceu muitas recompensas para quem se prontificasse a lutar contra Golias. Além das recompensas, Saul também ofereceu a mão de sua filha em casamento.
Quando Davi se ofereceu para aceitar o desafio do gigante filisteu, ele recebeu o melhor equipamento militar entre os hebreus. Porém, ele recusou a oferta, pois não conseguiu manejar a armadura. Na ocasião do combate, Davi utilizou a pedra e uma funda como arma. O gigante foi derrotado, sua cabeça foi cortada e a vitória do jovem pastor evidenciou que o Senhor dos Exércitos estava com ele.

Davi na corte de Saul

Não é possível precisar com exatidão a cronologia dos eventos que seguem a unção de Davi por Samuel, a vitória sobre Golias e sua atuação na corte de Saul. O que sabemos é que Davi foi recomendado como músico para aliviar a melancolia de Saul (1 Samuel 16:18). Quando enfrentou o Golias, ele se revezava como pastor do rebanho de seu pai e suas tarefas na corte de Saul.
Além de músico particular do rei, Davi também começou a ser o portador da armadura de Saul. O rei havia se afeiçoou a ele (1 Samuel 16:21-23). Após o ato heroico de Davi derrotando o gigante, sua popularidade cresceu grandemente entre o povo.

A amizade de Davi com Jônatas e a inveja de Saul

Foi após a vitória sobre Golias que a amizade entre Davi e Jônatas nasceu. Essa amizade proverbial foi destacada na literatura bíblica. A amizade entre o príncipe de Israel e Davi um exemplo de companheirismo, lealdade, integridade e sinceridade (1 Samuel 18:1-4).
Essa amizade forte e verdadeira sobreviveu aos períodos de provação, e a aliança feita por Davi e Jônatas perdurou mesmo após a morte do filho de Saul, quando o rei Davi mandou buscar o aleijado Mefibosete e lhe designou a herança da família de Saul (2 Samuel 9:7-13).
Foi também nesse período que a ira invejosa de Saul cresceu contra Davi. Ele havia se tornado o favorito do povo (1 Samuel 18:5). Os israelitas começaram até a compor músicas para Davi, enaltecendo seus feitos mais do que os feitos do próprio rei.
Saul não conseguiu lidar com aquela situação, e em várias ocasiões tentou prejudicar e até matar Davi. Ele fez isto tanto diretamente como indiretamente (cf. 1 Samuel 18:11; 19:10). Saul sabia que a popularidade de Davi ameaçava seriamente a continuidade de sua família no trono. Esse era o principal motivo para essa perseguição.
De fato isso era verdade, o que torna a amizade entre Davi e o príncipe Jônatas, ainda mais extraordinária, pois Jônatas reconheceu que realmente o plano do Senhor para o futuro de Israel incluía Davi como rei (1 Samuel 23:16-18). Jônatas até tentou apaziguar a ira de seu pai contra Davi, mas não obteve êxito, e Davi finalmente precisou fugir.

Davi, o fugitivo

Quando Davi fugiu de Saul, ele buscou abrigo primeiramente em Ramá, ao lado do profeta Samuel. O rei ainda continuava empenhado em capturá-lo, mas não teve sucesso (1 Samuel 19:18-24).
Depois de Ramá, Davi foi até o santuário de Nobe. Ali ele garantiu alimento e armas para sua jornada até Gate, uma cidade dos filisteus. Foi nessa cidade onde Davi recebeu treinamento que o capacitou como um grande guerreiro.
Nesse período Davi também começou a formar um exército improvável. Ele reuniu homens considerados miseráveis, devedores e descontentes. Entre seus leais companheiros, muitos nem eram hebreus.
Nesse período Davi foi conquistando a confiança de clãs de Judá que estavam insatisfeitos com o papel desempenhado por Saul. Porém, enquanto o rei Saul esteve vivo, Davi não tentou nada contra sua vida. Foi nesse contexto que ele disse que não se pode tocar no ungido do Senhor. Esta frase bastante conhecida é também interpretada de forma equivocada por muitas pessoas.

A história de Davi como rei

A história de Davi como rei começou ainda antes de ele assumir o trono de Israel. Primeiramente ele tornou-se rei da tribo de Judá em Hebrom (2 Samuel 2-4). Esse local ficava aproximadamente 50 quilômetros de Jerusalém, e passou a ser sua capital.
Como rei em Hebrom, Davi fez importantes alianças estratégicas. Aos poucos ele começou a conquistar as principais lideranças de Israel. Com isso, ele contornou a indisposição com muitos daqueles que apoiavam a casa de Saul. Davi ficou em Hebrom durante sete anos e meio.

Davi, rei de Israel

Davi se tornou rei sobre as doze tribos de Israel após a morte de Isbosete, filho de Saul. Isbosete havia sido proclamado rei por alguns apoiadores de seu pai. Um deles foi o antigo capitão de Saul, Abner, que também acabou sendo morto. Davi assumiu o trono de Israel ainda em Hebrom, porém pouco depois transferiu sua capital para Jerusalém (2 Samuel 3-5).
Dessa forma, o rei Davi se tornou o primeiro a governar Israel como um império unificado. Mesmo com a divisão que ocorreu após a morte de seu filho, o rei Salomão, a dinastia da casa de Davi durou aproximadamente 425 anos.
Já em Jerusalém, o rei Davi construiu seu palácio no Monte Sião, após conquistar a região dos jebuseus (2 Samuel 5:6-9). Além dessa, ele também construiu várias outras construções importantes. O rei Davi também centralizou a adoração a Deus em Jerusalém, colocando a Arca da Aliança na capital do império, e desejava construir um Templo ao Senhor, porém essa tarefa Deus não lhe permitiu executar, ficando a cargo posteriormente de seu filho, Salomão.
O rei Davi também estabeleceu um poderoso exército profissional. Ele conquistou vitórias lendárias contra os edomitas, filisteus, cananeus, moabitas, amonitas, arameus e amalequitas. O rei Davi edificou estradas e fortaleceu rotas comerciais. Suas ações trouxeram grande prosperidade ao povo de Israel.

A vida pessoal do rei Davi

O rei Davi teve ao longo de sua vida muitas esposas e concubinas, com as quais ele foi pai de muitos filhos. Os filhos mais conhecidos de Davi na narrativa bíblica foram: Absalão, Adonias, Amom, Salomão e Tamar, sua filha.
Se o reinado a frente de Israel era próspero e exemplar, o mesmo não pode ser dito de sua vida familiar. A família do rei Davi sempre esteve cercada de conspirações, intrigas, rivalidades e tragédias.
Um exemplo claro disso são os episódios envolvendo Absalão, que matou Amom por ter violentado Tamar. Depois ele próprio acabou sendo morto por Joabe, sobrinho do rei Davi, por traição. O rei Davi conseguiu unir doze tribos, mas não conseguiu unir os próprios filhos.

O pecado do rei Davi

Foi no período de grande prosperidade do reino de Israel que Davi experimentou seu tombo mais amargo, onde conspirou adulterou com Bete-Seba e conspirou a morte de Urias, esposo da mulher.
O rei Davi foi duramente repreendido pelo profeta Natan, expondo um pecado que até então parecia que ficaria encoberto. Davi casou-se com Bate-Seba, se arrependeu profundamente, Deus o perdoou, mas não deixou de castigar o seu pecado (2 Samuel 12). Da união entre Bate-Seba e Davi nasceu seu herdeiro no trono de Israel, o rei Salomão.
As consequências do pecado de Davi puderam ser vistas claramente na sequencia da história de Israel. Certamente esse pecado descrito nas Escrituras é um alerta para cada um de nós, pois o caráter santo e justo de Deus não tolera esse tipo de coisa.

O caráter do rei Davi

O rei Davi estava longe de ser um homem perfeito, porém ele era uma pessoa sincera, fiel e leal aos seus amigos. Mas, principalmente, Davi era sensível à voz de Deus.
O rei Davi era alguém que tinha seu coração completamente inclinado a Deus. Ele sabia de sua condição humana limitada diante um Deus Todo-Poderoso. Dessa forma, ele era verdadeiro em se arrepender e buscar o favor divino.

O salmista Davi

O rei Davi é descrito como “o doce salmista de Israel” (2 Samuel 23:1). O Antigo Testamento faz inúmeras referências a Davi como tendo sido um tipo de líder da adoração musical de Israel. Ele também foi um inventor de instrumentos musicais e um habilidoso compositor (Neemias 12:24-46; Amós 6:5).
De todos os salmos registrados na Bíblia, 73 deles em seus títulos atribuem sua autoria a Davi. Alguns alguns deles são identificados como sendo salmos messiânicos. Na verdade o próprio Jesus atribui a autoria de um desses salmos a Davi (Levítico 20:42).

O rei Davi no Novo Testamento

O rei Davi é citado inúmeras vezes não apenas no Antigo Testamento, mas também no Novo Testamento. A menção mais importante sobre sua pessoa é como sendo um ancestral segundo a carne de nosso Senhor Jesus (Romanos 1:3). Ele é citado com destaque na genealogia de Jesus nos Evangelhos.
Ao todo, existem pelo menos 58 referências ao rei Davi no Novo Testamento. Entre elas, está incluso o título frequentemente utilizado para se referir a Jesus como “Filho de Davi”. No livro do Apocalipse, o apóstolo João registrou as seguintes palavras ditas pelo próprio Jesus: “Eu sou a raiz e a geração de Davi”(Apocalipse 22:16).
Uma das descrições mais conhecidas sobre quem foi Davi está registrada no livro de Atos dos Apóstolos. Nela, lemos que o rei Davi era um homem “segundo o coração de Deus” (Atos 13:22)
Antigo Egito
Faraós e dinastias
Período pré-dinástico
Período protodinástico
Época TinitaI - II
Império AntigoIII IV V VI
1º Período Intermediário:
VII VIII IX X XI
Império MédioXI XII
2º Período Intermediário:
Império NovoXVIII XIX XX
3º Período Intermediário:
Época BaixaXXVI XXVII
XXVIII XXIX XXX XXXI
Período Greco-romano:
Dinastia macedónica
Dinastia ptolomaica
Período Romano
Às duas primeiras dinastias do Egito unificado seguiram-se o período do Antigo Império (c. 2 700-2 200 a.C.), famoso pelas pirâmides, em especial a pirâmide de Djoser (III Dinastia) e as pirâmides de Gizé (IV Dinastia). O Primeiro Período Intermédio foi uma época de distúrbios que durou cerca de 150 anos.
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